Vicente's profileMontarazPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
|
July 07 VIDA E MORTE DO SERVIDA E MORTE DO SER Talvez o que a revolução industrial tenha produzido de mais impactante no ser não seja a evolução dos materiais, nem a ciência dos moldes cartesianos, muito menos uma facilidade para viver. Talvez a própria lógica da produção (no sentido capitalista, relação social que prevê um processo que gere um produto palpável e por isso negociável) tenha sido sua unívoca solução para o homem, pois tudo que ver-se de positivo nela é a conscientização das coisas. Das coisas não só em um sentido geral, mas antes material. Tal fato nos situa em mundo onde tudo deve ser produzido, e até o século XX, só podíamos entender aquilo que podemos produzir (não é por nada que todas as ciências ainda são experimentais, lembremo-nos também que aquilo que não fica na história, como a conhecemos hoje, é aquilo que não tem "valor"), e esse parece ser o único locus que o "SER" domina (que fundem a fenomenologia e que fundam a mente de Satre), não consigo observar onde mais o homem pode ter certezas. E eis que o corrente século funda um novo problema, a necessidade passa a ser de reprodução (no sentido midiático, parecendo ser a realidade que podemos conhecer, ou seja, aquilo que é possível ser retratado). Só parece ser compreensível algo que possa ser reproduzido (eis que os direitos autorais entram em crise), pois ao que me parece, precisamos de uma moral que fundamente nossas opiniões (é aqui que parece não mais ser necessária uma tradição), em escalas de progressão geométrica, assim, a representação toma a frente do real. Mas a grande questão que deve-se enfrentar talvez seja a desnaturalização de tudo que é humano, tudo o que possa ser produzido, e por isso reproduzido. Será então a linguagem do homem econômica? Ou melhor matemática? E a poesia? e a intuição? e tudo o que escapa à racionalização, mas não deixa de ser do homem? essas são questões para a próxima reflexão. ...Se não morrer até os trinta me ajeito. Montaraz
September 10 Cultura de mesa: Cultura de mesa por Montaraz
Culto. É comum identificar alguém por esse adjetivo não é Lou? mas o que pode ser dito de uma pessoa culta? Tal sujeito estaria imerso na cultura? Isso é cultura? Esse tipo de adjetivação não seria completamente inapropriado Iam? Sim Lou, porque niguém está fora de nenhuma cultura (so por isso viu?!) Mas há certa razão neste pensamento, quer falar sobre isso? não. Mas porquê? porque você é mais culto Ian. Mas você falando desse modo compreende-se cultura em termos de apreensão de conhecimentos, e apesar disso não ser de todo errado, você tem os seus e eu tenho os meus, mas cultura não se reduz a isso. Por exemplo: pode-se dizer que se um sertanejo (que não tenha sido educado nos moldes culturais aos quais estamos familiarizados) previu uma boa safra observando o comportamento de animais, este vem a ser uma pessoa muito culta. Pára Ian, eu já disse que não quero falar sobre isso! Ainda mais com você se contradizendo, disse que não era só questão de conhecimento. Calma cara, veja só, e se aparece um agrônomo que prevê como o agricultor? este não seria culto como ele? Sim é a minha opinião, apesar de parecer haver menos “valor” neste caso. É porque esse tipo de conhecimento, do sertanejo, se distancia em muito do que se intenciona conhecer. Iam, Então o que vem a ser cultura? Conhecimento natural ou técnico? Lou, tu disse que não queria falar nesse assunto...Ah meu amigo, mas agora fiquei em dúvida, e acho que tu não tem resposta. Tenho sim! Os dois! Pois os dois deixam marcas indeléveis na história de seu respectivo grupo.
Nossa, é mesmo. Que viagem! Mas vamos falar de música que nesse assunto tu perde feio. Ah amigão, se for assim agente num sai nunca da cultura. Tudo bem, já entendi, tudo é cultura. Tu é chato mesmo ein, poxa! Também não é assim Lou. É mas não é, entende? Olha esse cara! Entao peraí, quer dizer que se eu fosse músico, eu estaria fazendo cultura e ao mesmo tempo não? Exatamente Ian, principalmente se nas tuas músicas você quisesse passar uma mensagem. Lembra do movimento Punk? Dos hippies? De como se iniciou o rock? Pois é, muitos ali estavam expressando desejos e questões muito pessoias, mas eram desejos e questões característicos de um contexto histórico, as pessoas se agrupam por suas perspectivas e constroem um saber que pode ser ouvido, visto, inclusive tocado (hehehe). Pois vou tocar uma música aqui pra você, chama-se: Iam o sabichão! Nem quando o assunto é música tu me deixa falar cara, fala sério! Tu que perguntou zé mané!
Tive um insight agora Lou, quer ouvir? Sabe aquele carro que comprei? Sabia que comprei porquê me senti incluído em um grupo? Vai dizer que isso também é cultura? Isso é imaturidade, isso sim. Comprei porque preciso, mas o modelo me fez decidir a compra. E penso que isso é cultura sim. Ah, lembrei do tempo da faculdade agora, lembro que li um cara que se chamava Paul Lafargue, ele falava sobre o direito a preguiça, e sabe o que ouvi ontem? Uma reportagem falando sobre ócio criativo? Acho muito difícil nesses tempos Lou. Exatemente, como você sabia? Eu também vi, e achei ridicullo ein?! Dizia respeito a uma pesquisa que estava sendo desenvolvida não era? Sim, achei ótimo, pois falava que estavam desenvolvendo métodos de trabalhar sem estar no ambiente de trabalho, e eu odeio minha empresa. Será que tu não odeia o seu trabalho ein Lou? E Tu achou ridículo porque? Oras, eu por exemplo já levo trabalho até pra minhas conversas com amigos, aposto estão desenvolvendo métodos de se levar até pra cama ( Se é que você me entende). Afe Iam, tu também é muito exagerado. Claro que não, e você acha que qual é o nosso maior problema na atualidade? Acha que é falta de conhecimento? É não cara, é falta de trabalho, o conhecimento esta aí, é so pegar, esta acessível a todos. Agora te peguei mestre Iam! (Hehehe) De que adianta informação sem educação? Ah, não enche cara, tu nem sabe o que fala. E eu acho que já ta na hora de voltar pra casa porquê o nível da conversa já baixou...Olha o bichinho ficou sentido...(hahahaha).
Lou tu percebe o tanto de cultura que é feita numa mesa? E pense em outras mesas que não essa. Cultura de botequim Iam, só seria cultura se alguém escrevesse o que falamos. Não mesmo caro Watson, nós nos relacionamos e nos influenciamos de modo recíproco, e isso é cultura. E digo mais, aposto que alguém está escrevendo algo parecido com nossa conversa por aí. Já pensou se alguém apresentasse um trabalho dessa forma na tua disciplina? transcrevessem uma conversa. Se apresentassem Lou, do jeito que foi dito aqui, todo o encanto estaria perdido. Vai dizer que tu não ia gostar? Talvez, se houvesse umas citações do tipo: Cultura, segundo Pierre Lévy, cultura para Marilena Chauí...Esse cara não é antropólogo? Não, é Filósofo, filósofo da informação. Mas escreveu sobre antropologia não foi? Lembro de alguma coisa do tipo. É, escreveu a Inteligência Coletiva, por uma antropologia do ciberespaço. Vixe, esse é doido. É nada, ele é sensacional. Iam, gosto de falar contigo porque me lembra da época de faculdade. Já eu acho que nunca vou sair de lá. Sim, mas deixa eu falar, tem duas reflexões dele que me marcaram muito. Quais? Ele dizia que o nomadismo é nossa próxima evolução, algo do tipo: não quereríamos mais pertencer a uma única tribo, naturalmente viveriamos em vários grupos sem sentir falta de um específico, teríamos varias personalidades e identidades ( e não apenas máscaras como se faz hoje) e seríamos tão globalizados que teríamos que inventar uma nova inteligência (vixe, acho que viajei Lou, foi mal, acho que ele não fala nada disso), mas a outra lembro perfeitamente: e isso marcou meus passos até hoje, talvez nem tenha sido ele quem disse pela primeira vez, mas foi ele que me marcou. -O que há de mais vailoso no mundo do trabalho hoje em dia, não é a informação, não é porque você tem mais cursos que ocupará a melhor vaga, e sim porque é mais justo, mais gente, mais ético. Nas palavras dele: “...a economia girará, como ja o faz, em torno do irredutível: a produção do laço social, o relacional.
Viu como apenas uma frase marca, delineia, uma teia cultural em nossa vida? Só me tornei professor porque amei a educação, e você não vai fazer o que ama? Aliás esse papo todo veio de um adjetivo que tornou-se quase um verbo. Iam, só mais uma pergunta antes de você ir, já ta na hora né?! Fala Lou! E as manifestações artísticas, históricas? Isso considero como uma importante observarção, pois é neste campo que pode-se materializar toda esta abstração. Ah, então quem conhece muito de arte é que pode ser chamado de culto? Vou largar aquele emprego e voltar pra música! Lou, você acaba de expressar uma das manifestações culturais mais atuais. Como dizia Raul, faça o que tu queres...Poxa, valeu, vim aqui tomar uma pra ir dormir...Garçom! May 10 Psicologizar?Nas minhas costas pode-se ver Freud, Buber, Piaget. Mas à frente enxerga-se Frankfurtianos, Borges e Deleuze. No meio de tudo mentecorpo, em toda sua extensão. Como trabalhar? Como viver sem pensar? Desneurotizar, Conseguir estabilidade, tornar inteligível, mesmo sabendo que estas não são as únicas possibilidades? Viajar e "viajar", Comer e "comer" não seria só um jeito de continuar a existir? Naturalizar, Historicizar, reviver o drama Faustiano, viver o possível não crucificado horror cristiniano, em fim, medar, eis o que resta ao pensador. Morte, Merda, mesmo medo. Voltar, Seguir, ficar, mesmo Lugar. Poesia não é arte quando não dita, amor e dor se vivida. Que importa? de que vale mente-corpo, mundo, arte, léxico, você? sem psicologia. August 27 vai passarO homem está diretamente preso à dominação, qualquer manifestação pessoal nos transmite
a falta de liberdade agonizante, a cadeia de jaulas é gigantesca e a cada cadeia de pensamento surgem novas prisões. Quanto se gasta em uma morte? Um pensamento? Uma bala? Uma ação? Quanta violência podemos sentir em uma bala? Quanta arrogância tem no lançamento de um míssil? Quanta severidade há em uma machadada? Seriam tais ações verdadeiramente libertadoras se como se diz ocaso cada passo institucionaliza-se a ação em certo e errado e cada lado tem seu valor? Onde está a verdade da ação? Na mente ou na morte? O mundo hoje só existe na mente, o psicológico se desenolveu tanto que parece ser o mais novo demônio do milênio, o demônio submisso do grande satã, tentemos fz leituras apologeticas à bíblia, com o apocalipse (pra ser mais extao)
o grande demo está aí, e já funciona como alteridade, e o nome dele também se escreve com números, O CAPITAL.
Este por sua vez faz com que as letras nada valham, com que as dores sejam facilmente esquecidas, com que o juízo
que está em confronto com as outras realidades coercitivas se perca em raciocínios epistemológicos do ovo,
viver é passa tempo, e o medo é vencido pelos fantasmas materializados pelos psicólogos, o mal pode virar bem
em qualquer momento e nossos pais são apenas não são mais nossos preceptores. A maturidade não mais vem do
conhecimento, estamos em um estado das coisas onde tal maturidade só se aprensenta pela profundidade do que acha-se conhecido.
O artista não é mais criador, nos dias de hoje, os dito melhores, os heróis dos píncaros funcionam na simples lógica do Capital,
a arte de aludir, de ilustrar de iludir, pois já não existe público, só temo espectadores. July 17 Mostra de filmesEstou tentando organizar uma mostra
de filmes dos mais diversos estilos para exibição regada a vinho e conversas. Obs. Aberto a opiniões, local ainda não definido Aqui está a lista dos Filmes a serem exibidos nos encontros. Favor fazer a votação (somente nas categorias, haverá um sorteio do filme a ser exibido) por scraps ou em comentários no site: Tráfico no morro D. Marta
A marcha dos pinguins A vida em vídeo-game Brasil para além cidadão Kane A carne é fraca Super size-me - a deita do palhaço Universos paralelos (bbc) A sinfonia inacabada de Einstein (bbc) Falcão - meninos do tráfico Trilogias Poderoso chefão
Matrix Mad- Max Clássicos
Run Lola Run Lola Roma Citta Aperta Aguirre, The Wrath of God (Herzog - 1972) Altered States Hallucinations of Derange Mind (zé do caixão) Quero ser Jonh Malkovich Munique Os intocáveis The Shawshank Redemption - Stephen King The Pianist The Unbearable Lightness of Being Transpotting Tristão e Isolda Waking Life Diretores
Lars Von Trier Dancer in The Dark (Com Björk)
Europa The idiots Costa Gravas Z (1969)
Bergman O Sétimo Selo
Glauber Rocha Terra em Transe
Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro Deus e o diabo na terra do Sol Antonio das Mortes F. Meireles O jardineiro Fiel
Jorge Furtado O homem que copiava
Etore Scola Brutti, Sporchi e Cattivi
Biograficos A história de Adolf Hitler
Cidadão Kane Fidel Mein Kampf(Hitler) Dias de Nietzsche em Turin Drama Bad Boy Bubby
Bagda Café Brilho Eterno de uma mente sem lembranças The Ballad of Narayama (Japan 1983) O terminal Requiem para um sonho OldBoy Guerra
Noticias de uma Guerra particular (hitler) Prelude of War (propaganda EUA para 2 guerra) June 16 PersonaXRazãoXPaixãoA paixão para esta mascara é tão cega que a deixa surda
Surda para a razão, para o ouvido do outro que no vindouro
vem a ser amado, desfrutado, apaziguado e aclamado como
futuro, não se sabe ser pretendente ou presente.
Raciocinando bem, é mascara sem domínio, é um vazio
racionalmente desmascarado que se acha original. Cada máscara tirada
o original se apresenta na consistência do repolho, ante o olho
é pura existência, ante a existência é vazio. E constante atividade,
é vivo, ativo, vivo, pensando pra passar o tempo, pensando ganha-lo.
Sinto-me verdadeiramente humano, de um lado paixão extrema
do outro racionalidade paraconsistente. Duas faces ocultas da máscara escritora
que nunca soube ser humano o suficiente para conseguir amar.
A quem posso culpar? O desejo que é consumido ou a razão que racionaliza?
Existem inimigos? O que mata mais? Quem é forte? Quem é incosistente?
Quem é vilão? A persona A razão A paixão? June 15 termino depois (8)Levando em consideração a análise de Max Weber sobre a ética protestante no espírito capitalista, penso ser pertinente fazer uma avaliação dos valores pregados em uma religião de nome CAPITALISMO. Este texto é na verdade uma conjunção de algumas teorias vistas na disciplina de sociologia II na acadêmia. Não venho aqui dizer que o que será dito escapou da análise de teóricos, tento pensar, talvez da mesma forma que alguns pensaram ou pensarão sobre estes tópicos propostos nos moldes previstos. Sabe-se, na minha opinião, que os moldes necessários para estar tradicionalmente ligado a esta religião são aceitar suas propostas morais como imanentes de resolução "tranquilizante" dos problemas existentes na atualidade. E o que vem ao caso nos permitir a fazer tais referências, são as práticas tendenciosas do pensamento, claro que de um modo genaralizado, do mundo ocidental somados com a idéia positivista de modernidade, a intecionalidade de trabalhar com o mundo de acordo com os ideais (perspectivas) a serem alcançadas. Pode-se perceber que uma empresa que se instala em um lugar muito pobre manifesta sua intenção de modo muito humano, discursando a intenção de dar trabalho e meios àquela parcela necessitada com a finalidade única (mascarada é óbvio) de ajudar. Podemos observar... May 30 Sociologia & PsicologiaHá muito tento fazer ligações entre Sociologia e Psicologia, a dificuldade maior que se encontra nesta tentativa é que os objetos de estudos primordiais das duas correntes de pensamento são divergentes em essência. A Psicologia estuda o homem, seus padrões de comportamento, sua cognição e seu “espírito”. Já a Sociologia, procura enxergar os padrões das dinâmicas sociais, a história, as culturas humanas e seus entrelaçamentos. Mesmo entendendo essa dicotomia epistemológica, não consigo parar de pensar que há pontos de confluências entre as duas disciplinas separadas pelos ideais positivistas, e após me defrontar com a Sociologia de Max Weber, e com as idéias discutidas pelos teóricos da escola de Frankfurt, vi que de fato, construções teóricas humanas sobre os homens sempre estarão coladas sendo impossível percebe-las de fora como tentam os métodos científicos.
Como podemos perceber, todas as construções teóricas sendo humanas, e em especial as feitas sobre os homens, podem delinear o entendimento sobre as questões tratadas em tais esferas sempre consonantes, Weber em sua obra “A Ética Protestante e O Espírito Capitalista” fez, talvez sem querer, talvez por um afastamento científico, uma verdadeira avaliação psicológica de fatos (e mesmo do próprio capitalismo) que proporcionaram a ascensão do capitalismo nos Estados Unidos. Também podemos ter como exemplo, a teoria crítica de Adorno e Horkheimer que utilizou a corrente freudista psicanalítica para discutir e questionar os métodos e as intenções da teoria tradicional, principalmente a crítica da ideologia desta teoria, que se firmava uma sociologia do conhecimento, teoria segundo a qual tinha como passo fundamental inferir um conhecimento topológico sobre algum assunto para depois fundamenta-lo com dados e fatos visualizados em uma posterioridade transcendente. ‘É fácil entender como tais argumentos podem falhar em sua veracidade, qualquer pessoa poderia dizer que na Roma antiga houve escravidão, racismo, submissão hierárquica, tirania ou mesmo uma república democrática, fazer pesquisas em livros de 2º grau e tirar suas conclusões (é claro que a ciência positivista não é tão simplista, mas em essência e pictoricamente a coisa funciona desta forma mesmo)’. O que a teoria crítica de Horkheimer vem propor é um entrelaçamento histórico, cultural e individual nos moldes psicanalíticos, mas como seriam as críticas da ideologia feitas nestes moldes? Fala-se de uma crítica imanente, uma intenção de inferir propostas sim, mas tento como fundamento tanto a intenção do olhar, como os objetos em suas essências, como também mergulhando historicamente e culturalmente em sua época tentando visualiza-los como foram e porque poderiam ter sido, é aqui que reside o grande diferencial, a lógica da crítica vem de dentro do observar em transformação e somente de dentro, pois seria como uma análise psicanalítica, uma pessoa que pode vir a ser sem o “problema” (objeto que será analisado) contrata uma outra (seria o ideal) que pesquisará sobre o que foi (contexto histórico-cultural-econômico) para tentar dizer o que é transformando-o em o que pode vir a ser (conclusões). É válido frisar que são apenas sugestões (e a lógica só funciona nesta nova metodologia), tanto o que é, quanto o que foi, quanto o que pode vir a ser. Gostaria de agora falar um pouco sobre Economia, pois na Psicologia que podemos interagir com a Sociologia, essa área, de maneira alguma pode ser descartada. Estive pensando como funciona a economia de mercado, e só agora pude entender que quem faz críticas ao capitalismo da maneira clássica, a saber, alguns Comunistas, alguns Esquerdistas, que são apenas vulgares em suas proposições falando de superação do capitalismo e imposição de um socialismo, pois ainda não tive a sorte de alguém falar de como o Mercado pode sustentar o povo com um leve status quo de república, como se tivesse por intenção o bem comum, (quero deixar claro que aqui não há inocência, sabemos que depois do capitalismo financeiro o materialismo perdeu boa parte de sua função, dando ao seu antigo submisso –o capitalismo– uma autonomia quase total –e será que daria pra utilizar a Psicanálise aqui? – encontrando “suas próprias saídas” para se multiplicar) penso que talvez o comportamento do nosso presidente LULA, paradoxal para alguns, pode estar se utilizando desta idéia para obter do Mercado o bem estar social até que nos tornemos suficientemente livres dele. Uma boa crítica atual é dizer que isso não adianta, pois onde há Mercado há pessoas pensando nele, pessoas pensando em mantê-lo, se tornando escravas dele, que é exatamente o que acho está acontecendo ao Brasil e inclusive os países latino-americanos que tanto se dizem antineoliberalismo, mas não fogem dos ideais de consumo. Penso que uma investigação psicológica com perspectivas sociais-psicanalíticas pode mostrar-se eficaz em tais contextos tão neuróticos, onde parece não haver saída, onde parece não escolhermos entrar, onde só conseguimos pensar no capitalismo como um monstro destruidor que devora não só o caráter, mas também gente (nas favelas, no Iraque, na China e aqui em Fortaleza). Arriscar um carro pode ser mais doloroso que riscar uma vida? O que é prioridade? O que é importante? Estes são os problemas individuais que devem ser analisados, assim como, a submissão das pessoas que acham que as coisas estão boas do jeito que estão, pois consumir é o ato religioso mais importante e até moral neste momento. Termino com uma breve estória que lembrei, um colega me contou que quando trabalhava com as câmeras de vigilância de uma grande avenida viu: Um clássico “Playboy” parado em um sinal, e uma senhora de seus 40 anos andava distraída quando tropeçou em sua BMW conversível daquelas bem baixinhas, machucando o cotovelo e arranhando levemente aquele vermelho-pérola do carro, o rapaz muito bonito, desceu elegantemente de sua super máquina e quebrou-lhe os dentes deixando-a desfalecida no asfalto. Depois passou a mão no arranhão e saiu tranqüilamente desviando da infeliz estendida no chão. May 11 Liberdade é tudo (repetição diferente)LIBERDADE É TUDO – A marcha dos pingüins
Vicente Monteiro da Silva Filho, estudante de Psicologia da Universidade de Fortaleza.
Resumo
Artigo escrito com reflexões filosóficas e sócio-culturais relacionadas com os termos Liberdade e emancipação. Fala-se a partir do documentário “A marcha dos pingüins”, mas logo em seguida dar-se uma guinada com ar político em perspectivas sociais discutindo sobre o capitalismo e suas prisões “espirituais”.
Palavras-chave: Liberdade, Capitalismo, Escravidão, Ciência.
Sabe o oceano? Sinto-me imerso nesse grande oceano que é o mundo, um problema que o documentário “A marcha dos pingüins” me propôs é se poderíamos sair do oceano como os pingüins, e marchar em epohé, para um lugar onde não exista alienação, e onde grupos se encontrem para transar e gerar idéias. Elas são muitas e mesmo que o ideal seja um só, há uma conflituosa luta entre essas idéias, e estamos tão imersos neste oceano que entendemos pouco dele, pouco, muito pouco mesmo, digo até com uma certa criticidade em direção a “intelectuais” que precisamos dele para viver. Lembremos que essa intenção de libertação é da própria Cultura humana, inclusive as mais primitivas, sempre temos um movimento natural capaz de desvendar a natureza juntando elementos abstratos de conhecimento para unificar um conhecimento acessível a todos, então essa deve ser uma corrente a ser seguida, todos os seres "humanos" específicos de um “lugar” a fim de superar racionalmente os problemas que impedem a ascensão do homem. Ontem li em um texto sobre alienação alienante, e pensei que a pior maneira de se tornar alienado seria através dessa longa viagem para fora desse oceano, ou seja, fazer críticas aos modos de produção sem estar imbricados neles. Pensar desta forma pode nos trazer diversos problemas, e pior, ainda tentaríamos resolver esses problemas como se fossem as causas chaves, diversos filósofos empiristas cometeram este erro, investigar os objetos isolando-os do todo é sem dúvidas o problema da cientificidade. Hoje vi em uma capa de revista que oito entre dez humanos adultos sofrerão com dor nas costas, o subtítulo: conheça as novidades para combater. Aqui está muito claro o papel que ciência vem desempenhando em favor do capitalismo, precisamos encher os cofres da indústria farmacêutica para que ela nos ofereça meios de continuar nossas pesquisas. Não digo com isso que o problema da dor não deva ser combatido, só penso que isto não é um problema natural, essas dores têm uma causa, e a causa não é a evolucionista, não estamos cansados de ser bípedes. Diagnosticar uma doença como único objeto a ser analisado é simplista. O todo, sem tirar o contexto para fora, é que deve ser analisado, a interdisciplinaridade vem nos ajudar aqui, não podemos mais deixar que a Vida fique perdida no tempo. Que o ócio produtivo pode ser um novo meio de avaliar as coisas é pertinente, pois o trabalho ainda aliena o homem, porém, acho difícil. Hoje em dia o ócio torna o pensamento letárgico, o mundo nos propõe um mundo de coisas a se fazer, poderíamos estar nos cinemas, nas festas, nos grupos de trekking em montanhas, nos shoppings, ou até mesmo nas ruas fazendo badernas, namorando ou tomando álcool que é o que nos alivia a juventude, nossa esperança perdida e aliviada com remédios nem sempre lícitos. Difícil também é usar o talvez, e o porque e todas as conjecturas dialéticas ou quaisquer outras ferramentas do pensamento dentro desta situação vigente. Se alguém nos vem falar de filosofia, ou poesia, ou arte, já vemos como entretenimento, como se isso não fosse mais sério, não fosse mais trabalho. Vendo o pensamento abstrato como chatice não nos colocaria em apuros? Minha gente, pensar não é “viagem”, é também extremamente necessário, pois o que importa não é saber de antemão das dificuldades que estão por vir? Isso não facilita as coisas? Liberdade é pensar, e não só se expressar como pede tanto a mídia. Há uma força no potencial humano em conseguir superar os tradicionalismos, devemos lembrar que olhar pra trás, enquanto não for para resgatar algo revolucionário que se tornou esquecido no tempo, é indício de insegurança, devemos nos deparar com a vida de modo crítico, se conseguirmos ficar solitários na massa sendo alimentados por idéias subversivas ao invés de se sentir felizes com um Maclanche, ou com a compra daquele carro novo, isso já é um bom começo. Temos um mundo capitalista, é fato, somos capitalistas e isso não é tão ruim se vivermos seu erro, há uma falha nesse sistema louco que só os genuinamente libertários conhecem, a saber, a própria liberdade. Isso mesmo, sua maior glória, seu maior erro. A liberdade de querer ser escravo se é que vocês me entendem. Não tem jeito, sempre somos escravos de algo e/ou alguém, e se é pra ser assim, pois sejamos escravos, sem querer ganhar com isso, sejamos escravos do grande moinho do amor que muda o mundo, escravos da crítica que sabe se estamos em um bom caminho, atenção, é o bom caminho, e não destino, pois sabemos muito bem que o destino é uma armadilha do acaso, e algo casual não é livre. Se estivermos preocupados com o futuro das nações ou do bairro em que vivemos, se estamos preocupados com os destinos de nossas crianças ou até só em nós mesmos, gostaria eu de propor um destino não cristalizado, não controlável, mas observável, não fiscalizado, só observável, sem tiranos. Escravidão da luta sem fim para permanecer livre. Detalhe, contanto também, devemos lembrar que energias demais acumuladas são perigosas, e perigosas não quer dizer necessariamente incontroláveis, devemos ter cuidado em saber onde despende-las, seguir a intenção do grupo, liberta-la no contemplar da natureza é inutiliza-la, liberta-la na indústria cultural é desgastá-la. Por tanto voltemo-nos ao hoje se queremos esse erro que mundo nos dá, aqui acho que entendi o que gostaria que Hegel tivesse dito com “fim da história”, a liberdade como fruto da emancipação dos senhores e dos escravos, uma metafísica neoplatônica, viver a busca do já alcançado. MONTARAZApril 28 LIBERDADE É TUDO – A marcha dos pingüinsLIBERDADE É TUDO – A marcha dos pingüins
Sabe o oceano? Me sinto imerso nesse grande oceano que é o mundo, um problema que o documentário “A marcha dos pingüins” me propôs é se poderíamos sair do oceano como os pingüins, e marchar em epohé, para um lugar onde não exista alienação, e onde grupos se encontrem para transar e gerar idéias. Elas são muitas e mesmo que o ideal seja um só, há uma conflituosa luta entre essas idéias, e estamos tão imersos neste oceano que entendemos pouco dele, pouco, muito pouco mesmo, digo até com uma certa criticidade em direção a “intelectuais” que precisamos dele para viver. Ontem li em um texto sobre alienação alienante, e pensei que a pior maneira de se tornar alienado seria através da longa viagem para fora desse oceano, ou seja, fazer críticas aos modos de produção sem estar imbricados neles. O ócio produtivo poderia ser um meio, mas sabem, acho difícil já que hoje em dia o ócio torna o pensamento letárgico, e o mundo nos propõe um mundo de coisas a se fazer, poderíamos estar nos cinemas, nas festas, nos grupos de treking em montanhas, nos shoppings, ou até mesmo nas ruas fazendo badernas, namorando ou tomando álcool que é o que nos alivia a juventude. Difícil também é usar o talvez, e o porque e todas as conjecturas dialéticas ou quaisquer outras ferramentas do pensamento dentro desta situação vigente. Sabemos que isso é muito chato, mas também extremamente necessário, pois o que importa não é saber de antemão as dificuldades que estão por vir? Isso não facilita as coisas? Se há uma força no potencial humano em conseguir superar os tradicionalismos, lembrando que olhar pra trás, enquanto não for para resgatar algo revolucionário que se tornou esquecido no tempo, é um indício de insegurança, devemos nos deparar com a vida de modo crítico, se conseguimos ficar solitários na massa sendo alimentados por idéias subversivas ao invés de se sentir felizes com um Mac-lanche já é um bom começo. Temos um mundo capitalista, é fato, somos capitalistas e isso não é tão ruim se vivermos seu erro, há uma falha nesse sistema louco que só os genuinamente libertários conhecem, a saber, a própria liberdade. Isso mesmo, sua maior glória, seu maior erro. A liberdade de querer ser escravo se é que vocês me entendem. Não tem jeito, sempre somos escravos de algo e/ou alguém, e se é pra ser assim, pois sejamos escravos, sem querer ganhar com isso, sejamos escravos do grande moinho do amor que muda o mundo, escravos da crítica que sabe se estamos em um bom caminho, atenção, é o bom caminho, e não destino, pois sabemos muito bem que o destino é uma armadilha do acaso, e algo casual não é livre. Se estivermos preocupados com o futuro das nações ou do bairro em que vivemos, se estamos preocupados com os destinos de nossas crianças ou até só em nós mesmos, gostaria eu de propor um destino não cristalizado, não controlável, mas observável, não fiscalizado, só observável, sem tiranos. Escravidão da luta sem fim para permanecer livre. Detalhe, contanto também, devemos lembrar que energias demais acumuladas são perigosas, e perigosas não quer dizer necessariamente incontroláveis, devemos ter cuidado em saber onde despende-las, seguir a intenção do grupo, liberta-la no contemplar da natureza é inutiliza-la, liberta-la na indústria cultural é desgastá-la. Por tanto voltemo-nos ao hoje se queremos esse erro que o mundo nos dá, aqui acho que entendi o que gostaria que Hegel tivesse dito com “fim da história”, a liberdade como fruto da emancipação dos senhores e dos escravos, uma metafísica neoplatônica, viver a busca do já alcançado. MONTARAZ April 27 culturaTexto baseado na Vídeo-Conferência dada pelo professor adjunto da Universidade Federal de Ouro Preto, Verlaine Freitas, autor do livro "Adorno e a arte contemporânea" pela Jorge Zahar Editor sobre a obra "dialética do esclarecimentos" de Adorno/ Horkheimer. Devo começar a falar da racionalização do Ocidente, da cultura, ou seja, do agrupamento de seres humanos. Pra ser mais claro: A Própria Cultura humana, inclusive as mais primitivas teriam um movimento natural capaz de desvendar a natureza juntando elementos abstratos de conhecimento para unificar em um conhecimento acessível a todos os aqueles seres "humanos" específicos a fim de superar racionalmente os problemas que impedem a ascensão do homem. Essa idéia remonta o iluminismo, porém, agora, de uma forma constante, como se fosse um movimento incessante e natural de dominação da natureza, mas já pode ser dito que esse processo de dominação da natureza nos cobra uma subjugação a todo aparato técnico, os teóricos sabem que a dominação não é uma apreensão ontológica da realidade natural, mas só um meio de interpretar ou domesticar a selvagem natureza. Do mesmo modo que estamos submetidos à técnica nos sobrevém uma coisa que parece estar implícita no conhecer, aquela famosa frase: Conhecer é poder, e não é só poder sobre a natureza é também poder de poucos para com muitos, isso pode ser visto como o regresso na cultura, ela cobra dos homens um esquecimento das suas particularidades, dos seus sentimentos que são avessos ao processo de unificação pretendido por aqueles poucos. Tudo bem que não existe cultura que não seja unificatória (integração de todas as pessoas)...Mas essa cultura ocidental se desenvolvendo nos ideais de liberdade da época analisada (As guerras, as revoluções, o desenvolvimento do capitalismo, e aqui eu vejo uma influência de Weber) é extremamente fértil para disseminar de forma ampla as morais limitadoras, a razão possibilita a construção da cultura unificatória no processo da máquina capitalista. Pensemos o seguinte: Imaginemos que nos mitos havia um processo de dominação da natureza (um processo de racionalização), estruturas de forças cósmicas que explica o que é a realidade visível, tudo que é visto, ou dito só pode ser explicado em uma origem sagrada anterior, e isso traz um progresso extremamente racional, já que eu sei como os "deuses" se comportam, eu saberei como a natureza irá funcionar. Pois bem, a ciência parece ter também esse mesmo esquema de elementos míticos, dominação da natureza através do conhecimento, a ciência na direção de explicar a realidade através de leis únicas, para depois para aplicar isso melhorando a qualidade de vida do homem. Porém pensemos também que o homem tem uma outra natureza para dominar, qual seria? Seria a dominação da natureza interna através da culturalização, aquele não legítimo de nossos pais que nos faz aceitar os valores da cultura. A consciência individual, os desejos, os sentimentos de forma generalizada é podada para se forjar uma identidade unificatória, um ser normal, um homem que não só precisa se tornar inumano, mas que também precisa estar inserido em um grupo, no orkut. Tudo bem, sabemos que a realidade é diversa, porém devemos nos conformar, pois a maneira mais fácil de atingir objetivos é se unindo, o progresso vem através da simplificação do mundo, tudo isso para se tornar mais rápido o entendimento de que devemos ser dominados. Entendendo que eu preciso ser dominado, ganho, de presente a famigerada liberdade falseada que o neoliberalismo nos dá hoje. O progresso deve subjugar as diferenças individuais para ficarmos eficazmente iguais, para ser mais claro, tornemo-nos máquinas de fazer produtos...Parece que se eu fizer as coisas diferentes durante os meus dias vou ficar improdutivo, devemos ter objetivos fixos, devemos ser psicólogos minha gente. A indústria cultural vem na contra-mão dando um corpo mais fortificado a essa lógica, é o ponto onde a padronização toma consistência. As pessoas reclamam da impossibilidade de expressar suas individualidades em suas obrigações diárias: escola, trabalho, cuidar de casa... Porém, quando fazemos alguma coisa que não é uma obrigação, mesmo que essa coisa consuma uma quantidade bem maior de energia física ou psíquica, isso nos faz relaxar, nos faz "esquecer" a rotina, chamo a atenção para um detalhe, parece que a padronização já está instalada em nossa mente, pois até nossas diversões procuramos padronizar (a idéia de hobby, por exemplo). E é nessa instalação da padronização um tanto paradoxal que devemos nos focar, pois fica bem claro que qualquer obra da indústria cultural tem que ser estereotipada. Pra quê? Pensem nos roteiros de novelas, filmes, peças teatrais, e etc...Tudo é bem arquetipado, sempre há o vilão, o mocinho, a donzela, a puta, o menestrel, o anti-herói e blá...blá...blá. Pois bem, o protagonista é sempre visto como um sujeito que tenta superar todas as dificuldades, ou seja, uma mitificação do nosso dia-dia, mitificação aqui é o conceito de padronização da vida, consumação de toda uma vida na primeira lógica do movimento anterior que é a racionalização do mundo e nossa integração identificatória. Por isso é extremamente relevante falar de um outro aspecto da cultura de massas, a saber, as duplicações da nossa vida cotidiana nos nossos momentos de lazer. O que fazemos naquele dia-dia tão exaustivo para nós e que já é uma duplicação da mitificação, ainda merece ser reduplicado nas nossas horas livres, no lazer revemos toda aquela saga do protagonista se livrando do seu trabalho diário de enfrentar dragões e desafios impossíveis para conquistar seu glorioso salário balsâmico. Por isso relaxamos em filmes com finais felizes. E mais, ainda devemos observar o que as técnicas embutidas na cultura de massas servem apenas para iludir imensas diferenças e mudanças, Aqui podemos lembrar da maioria dos filmes de ficção científica que trazem o mesmo conteúdo ideológico, e que se mostram diferentes apenas nos efeitos especiais, ou as novelas, propagandas e programas televisivos de platéias. Existe uma capa de unificação e progresso bem sucedido que encobre as contradições e violências entre poucos e muitos, entre nossa consciência e nossos desejos. Ora, agora lembro do Ingênuo de Voltaire, um huron (índio americano) que teve que se conformar com a coação e a coercividade do mundo ocidentalizador para poder exercer seu sentimento de paixão por uma donzela, sem isso, naquela comunidade coerciva, ele não conseguiria se apaixonar por aquela mulher de tanta beleza, inclusive, podemos dizer o mesmo de nós hoje, quando falamos: Hoje em dia, beleza não é tudo, tem que ser inteligente ou burra, descolada ou quietinha, cachaceira ou caseira, masoquista ou até mesmo sado-masoquista. Lembro que o primeiro movimento do índio foi totalmente livre, se apaixonou pelas formas daquele ser, que poderia ser um homem ou um animal, mas isso teve uma interrupção cultural que o fez perder toda autonomia. E como há uma padronização não só dos produtos, e mais que isso, do olhar dos seres humanos, haveria uma saída através da arte Moderna, pois com a apresentação de manifestações artísticas impactantes, desordenadas, nonsense, como por exemplo, pinturas expressionistas, músicas clássicas "atonicas" e hoje em dia, considero eu o Rock and Roll, implicaria na libertação perante a natureza que a cultura promete, pois assimilando as diferenças sem dominá-las, gerando uma harmonia, que não é uma ordem violenta, tentativa de apreensão do apresentado sem identificações globalizadoras, estaríamos no primeiro passo para uma liberdade mais humana. esquecimento do amor, de Auguste RodinMinha saúde depende do meu bem estar, fica muito difícil viver longe do meu amor, não sei porquê hoje o joguei pra cima e fiquei olhando-o cair, seria maldade se não houvesse justiça no mundo, se só houvesse uma lógica, ouvi gente dizendo que gosto de sofrer, e eu digo: é verdade! eu gosto mesmo, mas repudio o isolamento mental, as correntes que aprisionam a consciência, correntes de qualquer tipo, mesmo as floridas, as de mãe, as de amor. Canso-me insessantemente de ficar pensando uma só coisa, uma só idéia, como se as cadeias de argumentos dessem validade pra alguma existência, canso de existir, canso de mim, canso de amar e não me sentir amado, penso só em mim, por isso, talvez. Antigamente, quando eu não existia, fui vago, mas não vazio, nem idiota...é verdade senhores, a prisão nos faz sentir idiotas, ontem mesmo tive vontade de cortar meu corpo, e incrivelmente obtive um facho de luz, não sei de onde veio, mas veio e me falou: nem amor vale a pena ser marcado na pele. Alienação alienante é de onde vem a culpa, mas é muito difícil entender como alguém não pode saber daquilo que se sente, é a única coisa que podemos ter certeza meu povo, e fico imaginando o porquê de alguém não acreditar em si mesmo, não é esta a única razão para esse mortificação de minha alma? Talvez (odeio essa porra de talvez, esse cuidado em ser discriminador) eu mesmo não acredite no que sinto, porque não sei o que sinto, ou talvez o que deva sentir, mas sei que sinto falta, fome insaciável, essa certeza já poderia me dizer o que eu não sinto, usando a porcaria da lógica posso pensar que a culpa de tudo está em mim, ou onde eu deposito minha falta, mas isso continua a ser idiotice,pois é lógico também, que onde há uma relação, não há um e outro separados, há a relação, um novo ser que tem vida própria e que absurdamente parece não morrer por depender de onde o escondamos na caixola, pois bem meu amor, acho que não temo esconder, e penso até que não temo jogá-la na metafísica, ahhhh, ia me esquecendo, a culpa é da metafísica interna, pois não existe uma relação na externa, se existir externa! Sinto-me doente, cansado, sem vida pulsante, não quero conversar, não preciso de livros, nem de lembranças, eu quero que esse dia acabe, eu quero matar o hoje. March 30 porra! 7 horasQue raiva, que raiva!!! Quero desabafar em algum lugar, em alguém, em palavras ou em mente. Como e até quando vamo continuar nessa merda? Eu sou menos um idiota completo, fico revirando o passado das pessoas que amo pq não consigo dormir às 7 da manhã, que coisa mais babaca. Logo eu que agora fiquei com vergonha de mim? Logo eu que agora tive vergonha de mim, eu tava era afim de apagar tudo que escrevi por saber que não vale nada, por saber que é só uma ilusão, por saber que a galera diz que é massa por piedade, uns por acharem que vai me ajudar, outros por imaginarem que pode servir pra alguma coisa e eu por achar importante. Que diabo é importante nesse mundo caralho? Amor não existe mais, ideais só alcançáveis, política só de revoltados ( qual a diferença dos que pensam e não agem para os que agem sem pensar?), sexo só o mais seco possível (é sério, disso eu tenho vergonha, só em exposições ginecológicas, as vezes sinto vergonha de gostar de ser totalmente sem vergonha), música sem se mostrar embalado (se não for prosissional, pode-se no máximo bater o calcanchar), perguntas só com respostas, dinheiro só vale se for gasto, esperança já saiu da caixa e caiu da corda, sentimentos só controlados, poder só o de Deus.
Eu tava pensando, rpz, como vai ser no futuro? Será que a galera vai se desprender do Capital? É, porque se vocês não sabem, a culpa de tudo isso tá nele misturado com uma outra coisa sem cor sem cheiro e sem sabor que é o tal do EGO (pensem na imagem de eros e psiqué, ele esta por cima né?! O problema é que ele parece tão envolvido que deve ter esquecido que tem asas). Será que quando invadirem um planeta vão querer negociar com eles achando que são capitalista? É por quê aqui nesse planeta num vai mais ter lugar pra esse bicho, e sabe? Acho que agente tá fudido com ele por um monte de tempo, acho que o FDP já virou imagem mnémica dos ICS individual e coletivo. Que porra! Eu sou erótico, eu tenho asas! March 22 passado é tudo aquilo que já pensamos...
March 21 Buraco do espelhoo buraco do espelho esta fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto e o outro acordado
no lado de la onde eu aqui
pro lado de ca nao tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que adimitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some
a janela some na parede
a palavra de agua se dissolve
na palavra sede a boca cede
antes de falar não se ouve
ja tentei dormir a noite interira
4 5 6 da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta e outra ligada
o buraco do espelho esta fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora
EDGARD SCANDURRA E ARNALDO ANTUNES
February 08 Amar IVEstou cansado, mole como as palavras; Essas expressões que todos dizem entender... Estou farto! Grita meu coração. Não seria este cansaço, fadiga, talvez completude ou incompreensão?
Anos vão e meu corpo sobejais na falta. Há de estar completo o homem para se amar. É tudo culpa da linguagem, essa multiplicidade de sentidos causa também duplicidade de sentimentos
Todo o amor que antes era canalizado a mim mesmo Se perdeu. Perdeu-se no outro, no lodo polvilhado de ouro. Temperado por mim mesmo, esse misterioso pântano silencioso ganhou um fã, um afã, um Deus, e todos os deuses se condenam à morte.
Todos os saberes se inclinam diante do homem Todos os sabores são cítricos, ácidos e corrosivos consigo mesmos; Toda filosofia é turva quando professada, Ante a língua há um desejo, e depois dela palavra(carne) morta.É relativoEu me riu com toda essa relatividade generalizada. Quem anda nessa corda bamba achando estar sendo modesto, achando-se mediador de soluções, pensando ser bom garoto, dando direitos a todo tipo de conjecturas razoáveis, achando-se sempre fenomenologicamente astuto, pode, pensando melhor, não passar de medíocre. Esse movimento cotidiano de não suportar qualquer crise detona com a racionalidade humana, não ser bom nem mal, sendo bom pode ser mal e mal ser bom, que aberração monstruosa é essa chegada de conclusão, nem cristo aguenta tais afirmações, "Ele vomitará da boca uma igreja morna e satisfeita" (Apocalipse 3:15-17).
Essa nuvem parca de boa intenção na verdade pode estar carregada de negras tempestades. É uma típica mortificação do espírito, eu não preciso saber de outras realidades, é o que afirma a genialidade do meio termo. Não está disposto a encarar a própria realidade vista por si mesmo, por isso talvez evoque a sábia definição -depende do ponto de vista. Essa realidade não passa de ficção para o palhaço enganador que julga com falsa justiça, querer ser justo pode ser sua intenção, mas este esquece que a justiça é a mais burra e cega criação humana. Dar opiniões deve ser seu interesse, mesmo que seja uma opinião justificativa relativizada, canso de ver gente discorrer sobre um assunto tendo uma visão paralela, e falam como papagaios, e parecem olhar como aves, o que torna muito difícil andar em frente sem um olhar soslaio, uma visão que precisa de fundamentação de um grande teórico do passado (cabeça de lado com um olho pra frente e o outro pra trás), canso também de não saber o que falar quando me pedem opinião, é que prefiro calar e repensar a lançar um jugo carregado de pré-conceitos. "Preciso andar só pra embaçar minha visão diante dessa representação mundana". January 25 MELRefletirmos sobre o fato de sermos em essência ou não trás outras questões por que
não podemos deixar de considerar nossa "participação" diante daquilo que nos tornamos. Somos responsáveis? Ou seja, tomamos realmente resoluções? Podemos escolher ou somos um aglomerado de fatores, uma construção social? Qualquer escolha em relação a esse pensamento pode tirar ou impultar culpa. Só podemos ser julgados por aquilo que decidimos conscientemente, não? Então, até onde vai a possibilidade de dizer que alguém está isento de qualquer responsabilidade e consciência? Como julgar um assassino (voltando ao exemplo inicial), se seus valores foram construídos somente sobre a lei da sobrevivência? Como decidir se alguém é ou não uma ameaça à sociedade, se é essa mesma que formula, que dá base a esses mesmos valores destrutivos e quase animalescos? A sociedade é vítima de si mesma ou há aqueles que realmente pervertem os conceitos, que transgridem? Então, se considerarmos que são as pessoas que estão em contato conosco, que tomamos como referência, se é o meio que edifica essas relações e que, sendo sozinhos não podemos nada, exatamente por que só podemos "ser" em relação ao ambiente, tirando de nós toda responsabilidade individual, enfim, podemos pensar que também o amor não é pessoal, mas um conceito construído? Resolver essas questões passam a me parecer mais "escolhas de fé". Rs. A forma que encontrei de lutar contra tudo que me parece revoltante e triste é continuar acreditando, pensar que uma atitude minha pode, sim, transformar alguém (nem que seja a mim) . Achar mesmo que as pessoas valem à pena. Ser mulher tira um pouco da possibilidade de pensar que podemos reagir. Afinal, é constante a sensação de sermos menores, mas frágeis fisicamente. Se bem que só posso falar de mim e da minha criação machista, da minha luta por libertação. Carmem viajou esta semana. Descobriu à poucos dias que estava grávida, largou tudo, dizendo que já não há mais o que possa prendê la, já que não há qualquer liberdade possível depois da maternidade. Se ela diz, eu, que nunca fui mãe, não posso discordar... Grande beijo para sua mãe.
Fique bem. by MELINA. January 23 Pai, deixa eu treinar? Drama? Angústia, agonia mesmo, é tão difícil viver entre altos e baixos. Por quê as pessoa se satisfazem se sentindo superiores a outros seres? Será que há esse prazer? Será que eles não querem dominar mesmo? Será que não querem só fazer o melhor para seu súdito? O problema é que eles nem sabem que estão martirizando o submisso, por exemplo, o patrão que dá de todo coração dá um emprego ao niguém zé que precisa alimentar seus filhos, tenta de todas as formas possíveis fazer o bem a este mas não sabe que no fim do dia se torna um carrasco. A máxima Sartriana, o inferno são os outros não se encaixa a minha realidade, talvez os outros, mas os que estão dentro de mim, aqueles que eu não entendo ou que não consigo fazer entender. As lógicas que podem e deveriam ser comuns são exclusivas, só individualmente inteligíveis. Uma parte de mim está presa ao meus dominadores, logo eu que me acho um ser livre. Meus preceptores me dominam de uma forma incorrigível, sabe a liberdade que o dinheiro nos dá? Essa mesma liberdade acorrenta aqueles que não têm como se desvincular da miséria, a miséria humana, essa miséria, miséria de não puder ter liberdade. E quando se acha que tem, pensa que todos deveriam usufruir dessa virtude. Preciso fazer planos, devo "executar" minhas idéias? Tudo isso que temos e que nos acalma faz parte do projeto satânico. Agora estou na eminência de sair do casulo, mas ele é tão quentinho, tão sedoso, por quê é necessário esperar pelo inverno brutal se já sabemos nosso futuro, sabemos que não suportaremos a queda, porém, infelizmente, não sabemos que as asas já estão forjadas, precisamos muito agir, logo eu que quis me enganar dizendo que esse ano seria de ação. Encontrei, um pouco mais no fundo do casulo um novo compartimento que eu já sabia existir, tive medo de ver a janela para o mundo, essa realidade que todos nós sabemos existir mas que não nos permitimos conhecer e apreciar...Meu patrão viajou para negociar, e me deixou na mão, sem expectativas, ele disse que eu deveria aguentar mais um pouco, disse ainda que essa negociata era muito importante para a empresa continuar existindo, para que eu continuasse a ter um emprego, mas esse covarde que se sente dono do mundo por ser chefe da colônia (só na teoria) só vive as custas de outras larvas, e esquece de dizer que ao me deixar na mão, ao me deixar só, minha mente quebra as correntes. E que vacilão, tenho eu todo o potencial humano, tenho mãos, é só me debater, romperia todas as grades com essas asas encolhidas. Mas minhas mãos estão calejadas de tanto tapa em ponta de faca, estamos dilacerados pela escravidão, sabemos que não chegaríamos ao primeiro quilombo. A mata é virgem e tem tudo que podemos um dia sonhar saborear, sonhar conhecer, a realidade, onde a natureza está guardada, onde poderemos voar livremente não passa de um novo casulo, talvez, saber que estamos presos a falibilidade da mente humana nos deixe tão tranquilos onde estamos, alguém dirá inteligentemente: Já que lá fora irei sofrer pra voltar a esse estado de conformismo, pra que sair daqui? Meu pai, meu pai... January 22 memória O que é que fica de semana de amor? Saudade ou lembranças? Acho que pra essa palavra não existe significado, penso que isso não passa de uma criação portuguesa, nostalgia é uma dor iventado pelos caras das caravelas?
O que eu tiro de uma semana de amor não é apenas um sentimento reducionista, isso não tem lógica pra mim, eu lembro das pessoas que eu conheci, dos momentos que passamos juntos, das superficialidades desmascaradas, do medo de não estar sendo uma pessoa "legal", de me metamorfosear para parecer um idiota embaraçado, de não querer sair do lado de certas pessoas. Vem cá, alguém ai acha que um sujeito é assim ou assado? Qual o conceito que pode ser dado a uma pessoa? Quem pensa assim é imbecil? Essas imagens transcedentais, virtuais e ao mesmo tempo reais que estão presas no meu cérebro me fazem sentir saudades? Você não gosta do texto porque é desconexo? Aprendam a viver pessoas, o mundo não é do jeito que estamos acostumados a ver, a evolução não é uma verdade, newton foi um vacilão que se empolgou com um grande amor e Glauber Rocha, Henfil ou Darcy Ribeiro são seres humanos.
O que eu quero dizer é que estou apaixonado, que só me motivo quando me sinto vendado, e que na cama, completado com meu objeto, sou um nada, estou desconstruído, dizimado e dissipado. Me sinto maravilhosamente bem com isso. |
|
|