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May 10 Psicologizar?Nas minhas costas pode-se ver Freud, Buber, Piaget. Mas à frente enxerga-se Frankfurtianos, Borges e Deleuze. No meio de tudo mentecorpo, em toda sua extensão. Como trabalhar? Como viver sem pensar? Desneurotizar, Conseguir estabilidade, tornar inteligível, mesmo sabendo que estas não são as únicas possibilidades? Viajar e "viajar", Comer e "comer" não seria só um jeito de continuar a existir? Naturalizar, Historicizar, reviver o drama Faustiano, viver o possível não crucificado horror cristiniano, em fim, medar, eis o que resta ao pensador. Morte, Merda, mesmo medo. Voltar, Seguir, ficar, mesmo Lugar. Poesia não é arte quando não dita, amor e dor se vivida. Que importa? de que vale mente-corpo, mundo, arte, léxico, você? sem psicologia. June 16 PersonaXRazãoXPaixãoA paixão para esta mascara é tão cega que a deixa surda
Surda para a razão, para o ouvido do outro que no vindouro
vem a ser amado, desfrutado, apaziguado e aclamado como
futuro, não se sabe ser pretendente ou presente.
Raciocinando bem, é mascara sem domínio, é um vazio
racionalmente desmascarado que se acha original. Cada máscara tirada
o original se apresenta na consistência do repolho, ante o olho
é pura existência, ante a existência é vazio. E constante atividade,
é vivo, ativo, vivo, pensando pra passar o tempo, pensando ganha-lo.
Sinto-me verdadeiramente humano, de um lado paixão extrema
do outro racionalidade paraconsistente. Duas faces ocultas da máscara escritora
que nunca soube ser humano o suficiente para conseguir amar.
A quem posso culpar? O desejo que é consumido ou a razão que racionaliza?
Existem inimigos? O que mata mais? Quem é forte? Quem é incosistente?
Quem é vilão? A persona A razão A paixão? February 08 Amar IVEstou cansado, mole como as palavras; Essas expressões que todos dizem entender... Estou farto! Grita meu coração. Não seria este cansaço, fadiga, talvez completude ou incompreensão?
Anos vão e meu corpo sobejais na falta. Há de estar completo o homem para se amar. É tudo culpa da linguagem, essa multiplicidade de sentidos causa também duplicidade de sentimentos
Todo o amor que antes era canalizado a mim mesmo Se perdeu. Perdeu-se no outro, no lodo polvilhado de ouro. Temperado por mim mesmo, esse misterioso pântano silencioso ganhou um fã, um afã, um Deus, e todos os deuses se condenam à morte.
Todos os saberes se inclinam diante do homem Todos os sabores são cítricos, ácidos e corrosivos consigo mesmos; Toda filosofia é turva quando professada, Ante a língua há um desejo, e depois dela palavra(carne) morta.December 09 PenaTenho pena dos pensam que temo a morte Só há medo da falta, precisar de um norte Não quero fugir do nada, a dor está em morrer Não o corpo, não as coisas, nem as pessoas. Acabar com a carência é que temível meu chapa.
Pensar em jamais ouvir, olhar ou sentir qualquer coisa. Imaginar o mundo sem mim já não traz consolo. Devo esquecer as virtudes equivocadas do meu tempo, Amar, odiar, me envergonhar de sentir penúria em ti, Interpretações distintas da vida e da morte.
E como não ser positivista nessa jocosa vida? E Como sentir se falta espaço? A realidade é um inquisição sem vida, E viver é trabucar o tempo, e o tempo não cabe na vida.
O que há no cérebro é tudo consciência, E parece que Darwin não dá mais conta. Mas como não, e se a evolução só caminhar por Kant? Posso não querer ter pena de Ghandi? December 04 Dos montes o Monteiro (Edson França)Para lhes falar sobre mim... Conto um pouco do meu passado Para que possam entender o meu presente Começo dizendo... Sou Monteiro.. Sou filho, sou Vicente.
...E quando outrora denominavam-me inocente Já ardia em mim a pira de um ser carente Pueril e belo insurgia à rebeldia Era eu... Monteiro.. Filho, também Vicente
E quando em choro me fazia convincente Encontrava abrigo nos braços da minha gente Seguro e meigo... Seguia indolente Era eu... Monteiro... Filho, também Vicente
Mas de riso e pranto eu marcava o meu caminho Sensível e ingênuo como o vôo de um passarinho Subia aos céus... Num vôo intermitente Era eu.. Monteiro... Filho, também Vicente.
Mas eu crescia, caia e me arranhava... e ressurgia toda vez que me lembrava... Que a vida ardia numa pira incandescente Seria injusto então... Se não lhe fosse coerente Porque eu era Monteiro... Filho, também Vicente
O tempo passa e eu me vejo fulgurante Amando a vida que me surge num rompante Errei e erro... Porque sei que ser errante E ter o direito de poder ser destoante
Mas cresci e continuo me arranhando Amando as quedas que me fazem diferente Não sou triste... Nem tampouco desistente... Porque o meu ser é que me diz, de forma contundente É teu dever!!! Levanta-te! Limpa-te! Segue em frente! Porque és Monteiro... Filho... Tu és Vicente.
E é por isso que eu canto E a muitos encanto Porque meu canto é verdadeiro Sou Vicente... Sou filho... Sou guerreiro Sou Vicente Monteiro...October 19 felicidade escrotal (Ellen Lopez)pai, naquele dia você me jorrou pra dentro da mamãe. que visão mais bela a vulva, o buraco - obscura claridade, tudo dentro dela. você era tão feliz e eu a extensão do teu gozo fui tão fundo que tudo que vi foi relance, riso, filme noir dos últimos instantes de vida segundos seguidos de vida. lindo. sem canhões eu feito bala perdida na intimidade, no gozo bom é viver assim: breve num filme de um minuto múltiplo festival. e agora você vem me dizer, pai que a beleza é feia, suja mas você mostrou jorrou. gostou. pai você! me fez assim tato. gosto October 15 E nasce uma coisa...Grande mentira dizer que não gostei de você no primeiro olhar,
Chego a declarar, que não te notei muito, talvez só fisicamente.
Uma nifentinha com cara de sapeca que não para de falar,
Fria e ardilosa quando sabe usar as palavras ao atacar.
Ignorei seu coração antes mesmo de olha-lo, estou com sede,
Não nego, pensei em entupir com seu corpo minha solidão
Mas há o espanto, pouca idade, aparente maturidade
Onde já se viu adolescente daqui gostar de Platão?
Novo espanto, a sede por vida muda meu olho
E traga meu ser com a mais bela virtuosidade.
A transcendência humana revela algo distinto.
Uma mulher; sinceramente descuidada me mata!
A imagem fica bem nítida em contraste com meus ideais
És tu, não há dúvidas, és tu o monstro da profecia.
Porque a demora se tu vais me devorar de dia? Sonho.
Aguardo o momento, sonhos. Já fui arrebatado. August 27 Viviane MoséGente, não tenho o que escrever, parece que quando fico a ler poemas eu não preciso mais escrever, e isso é bom. Agora, é muita injustiça, eu sei, escrever só as minhas dores, não compartilhar os meus amores, mas eu sou assim mesmo, Egoísta. Desculpa gente, eu acho que sou assim mesmo. É muito foda esse mundo, parece que agente só conhece quem nos permite, cadê a minha autonomia? Será que eu teria a oportunidade de ler esse poema, se essa maluca não aparecesse no fantástico? Será que eu não estou em um daqueles momentos históricos em que existem "livros proibidos" e que só GRANDES intelectuais têm acesso ratificando tudo, será que acham que eu nem entenderia? De quantos poetas, de quantas filosofias, e quantas mentes eu preciso? Sei que hoje em dia, quando vou escolher um livro (Filme, CD, Amigos), não acho que escolho esse ou aquele de vontade própria, imagino assim: Ahhh, Jung, ele discordou de Freud, Massa! (eu estudo psicologia). AHH, Fernando Pessoa, aqueles caras "legais" vivem falando dele, ah olha aí, um poema daquela Viviane Mosé, filósofa do quadro do fantástico: quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele soprando sulcos na pele soprando sulcos? August 25 Semana Hilda HilstÁvidos de ter, homens e mulheres caminham pelas ruas. As amigas sonâmbulas, invadidas de um novo a mais querer, Se debruçam banais, sobre as vitrines curvas. Uma pergunta brusca, enquanto tu caminhas pelas ruas. Te pergunto: E a entranha? De ti mesma, de um poder que te foi dado Alguma coisa clara se fez? Ou porque tudo se perdeu É que procuras nas vitrines curvas, tu mesma, Possuída de sonho, tu mesma infinita, maga, Tua aventura de ser, tão esquecida? Por que não tentas esse poço de dentro O incomensurável, um passeio veemente pela vida?
Teu outro rosto. Único. Primeiro. E encantada De ter teu rosto verdadeiro, desejarias nada. August 24 Semana Hilda HilstIX
Ao teu encontro, Homem do meu tempo, E à espera de que tu prevaleças À rosácea de fogo, ao ódio, às guerras, Te cantarei infinitamente à espera de que um dia te conheças E convides o poeta e a todos esses amantes da palavra, e os outros, Alquimistas, a se sentarem contigo à tua mesa. As coisas serão simples e redondas, justas. Te cantarei Minha própria rudeza e o difícil de antes, Aparências, o amor dilacerado dos homens Meu próprio amor que é o teu O mistério dos rios, da terra, da semente. Te cantarei Aquele que me fez poeta e que me prometeu
Compaixão e ternura e paz na Terra Se ainda encontrasse em ti, o que te deu. August 22 Semana Hilda HilstVIII
Lobos? São muitos. Mas tu podes ainda A palavra na língua
Aquietá-los.
Mortos? O mundo. Mas podes acordá-lo Sortilégio de vida Na palavra escrita.
Lúcidos? São poucos. Mas se farão milhares Se à lucidez dos poucos Te juntares.
Raros? Teus preclaros amigos. E tu mesmo, raro. Se nas coisas que digo Acreditares August 21 Semana Hilda HilstNessa semana não vou publicar nada que escreverei, vou dedicá-la toda a Hilda Hist e vos darei o prazer de conhecer essa poeta BRASILEIRA que até pouco tempo eu não conhecia, postarei até sexta um apanhado de "Poemas aos homens do nosso tempo". Aqui está o primeiro sem mais delongas.
II
Amada vida, minha morte demora. Dizer que coisa ao homem, Propor que viagem? Reis, ministros E todos vós, políticos, Que palavra além de ouro e treva Fica em vossos ouvidos? Além de vossa RAPACIDADE O que sabeis Da alma dos homens? Ouro, conquista, lucro, logro E os nossos ossos E o sangue das gentes E a vida dos homens Entre os vossos dentes. August 20 IrismarHoje como presente de aniversário escrevo-te esse texto por não ter em minhas mãos outras coisas além de palavras cheias de sentimentos.
Irismar é com um enorme vazio no meio do peito que escrevo esse texto: A dor de te amar me prende ao seu lado E nas noites de lua fico refém do passado Olhando nos retratos os tempos em que me ninara
Devagar escuto a peleja de Deus confortando-te As subidas das serras da vida, apesar de cansativas, nunca a desanima. Espero cumprir como você, copiar a trajetória que você trilhou. As quedas que levou, mesmo te deixando desengonçada, Não a fez abandonar essa firme caminhada, Onde Moral e dignidade habitam na sertaneja, de sangue, forte Que nunca larga a sorte até ínfimos amores
Amas em verdade, pois agora vejo a bondade no desespero De magoar sem respeito as transgressões até dos filhos alheios. E é com essa facada de mãe que sinto agonia, mas Ao mesmo tempo percebo nos teus olhos de Francisca A vitória sobre a vida sofrida, nunca cansada dos seus dias.
Ah Irismar, se tu entendesse o quanto me fazes falta... Saberia que mesmo nos dias de brigar Nunca me falta vontade de sentir o seu peito pular. Aquele abraço.August 09 Nunca comi ninguémEu nunca comi ninguém demais
sinto uma certa repulsa a corpos perfeitos
prefiro comer gente, seres humanos
odeio a idéia de comer aquele padrão de peitos
Não quero comer carne morna como canibal
quero saborear e me lambuzar com sentimentos vivos
tudo bem que assim fica mais difícil
já que aqui é raro alguém saciável e disponível.
Sabe, mesmo com pouca comida me sinto satisfeito
É como se eu hibernasse à ruminar aquele respeito.
Não duvide amigo, admiro quem como com fome
mordo, salivo e mastigo toda aquela alma em desvario
Sinto-me como Hanibal, Kevin, Jack, gozando e Regozijando-me na falsa dor da psique do meu amor. Traio! mas só a mim mesmo, mentalmente, sem me sentir só. para evitar o ardor, degluto sem dó todo o seu sabor.
July 07 Sem títuloEu sou! Fui menino esquivo das responsabilidades, destemido da sorte, alegre, simpático, arruinado pela na sensibilidade do povo, errado, irresponsável, belo, gordo, medroso, uma criança.
Fui adolescente cheio de empáfia, com empatia pela feminilidade, medroso da vida, triste por minha mãe fumar, aprendendo a beber e imitando tudo que é cool, ansioso.
Sou adulto, agora para sempre, devo ser! Velho, menino, adolescente, carente. Descobridor da dor da vida, amargurado pela falta de suspiros viris, emocionado-me apenas com poesia de televisão. E os deuses sociais perdem os sentidos quando procuro a tristeza das alegrias banais, Gauche apreciando a dor das satisfações, comendo carne podre sentado à frente do mundo, agora cibernético. Como tentar muda-lo estando meu quarto desarrumado? Não sou Science. Lembro dos benjamins de praças acolhendo enamorados desesperados a querer sair da realidade, a querer ser Zeus matando o tempo precioso, sem saber como e por que. O homem não sabe nada! Nem amar, NADA! Eu sou tudo que há, um universo paralelo, um verso solto de poesia. June 27 Amar IIExistir hoje é amar Amar como se fosse a primeira vez Amar como se ama qualquer nudez Amar como se fosse uma única vez Amar como se ama lembrança crua Amar como se ama a rua em lua. O desamor é doloroso, porque é purgante amar Sabendo que é pungente amar a dor de um novo amor Pois se ama a “nova” idéia de um novo amor E se ignora imaginar que nunca mais vais reencontrar um outro amor. Dormi sabendo que vai acordar Acordar sabendo que vai amar Amar sabendo que "um" dia não vai mais existir Existir amando o outro em vez de a si. Já, quando se banha em suor doce salgado Deve-se amar o momento e esquecer do sentimento para se amar em verdade a nostalgia do fingimento. Amar essa realidade é triste por lembrar de ser alegre a eternidade do sentimento. June 23 Será que é assim?Vida viva, viva à vida, vivo a vida. Nuvens negras guardam o astro mais belo, sei que guardam porque atrás delas há luzes. É como se Deus estivesse por atrás das cortinas se preparando para uma apresentação. Da ponte, junto à platéia, aguardo o espetáculo. Distraído, olho no fundo do mar tentado a ver peixinhos, mas como é noite e as águas não estão em paz, vejo apenas o refletir das luzes em uma dança sagaz. Olha! Um vacilo, ou será uma mandinga? Não acredito, é dinheiro mesmo? Ah é sim, uma misera nota molhada a ponto de se rasgar, acho que ninguém receberia. Oh NÃO! Miséria! O que eu fiz meu Deus?! Minha mediocridade foi aflorada por cinco reais?! Mesmo com as bandeirolas de junho a aplaudir o raiar da Lua, esse tolete errante divergiu minha sensibilidade. Que sistema é esse povo meu? onde um pedaço de papel a se despedaçar se torna tão poderoso. Estamos cegos para à arte da vida, não deixemos nossas vidas serem consumidas pela busca do “Capital”.
Lamento: Oh desgraçada terra geradora de filhos que não sobrevivem. Será que por vingança criamos a dúvida e o tempo? O homem com essa ganância imediatista gerada pelo dinheiro é um eterno matricida. June 17 Loucura II ( Por Adelmario Sampaio)Francamente eu nem sabia que vez em quando irradiava esse estado de espírito para que para pensem que sei a resposta a essa pergunta...
Perguntaram o que é uma pessoa feliz. Respondi a pergunta com outra. Perguntei se queriam que eu descrevesse um louco ou um sábio feliz. Como acharam graça da minha pergunta, eu expliquei que os loucos têm muito mais chances de serem felizes que os sábios. Porque a maioria que não sabe avaliar se é ou se não, goza por assim dizer, dos benefícios dessa inconsciência... E mesmo os que abraçam as loucuras da embriagues, das drogas ou do fanatismo religioso ou político, são como que anestesiados pela inconsistência momentânea ou não da vida. Como percebi que concordavam com meu argumento, acrescentei que já vi um pobre homem embriagado muito feliz a cantar diante de ricos e sóbrios que responderiam sim, se perguntados se queriam também ser felizes. Mas com certeza renegariam a possibilidade de ficar do jeito daquele outro, para assim se sentirem, ainda que no paraíso.
Bem, deixemos os enlouquecidos e falemos do sábio feliz. É isso que nos interessa, porque não há quem não se julgue pelo menos um pouco sábio... Mas desculpem. Tenho que ser sincero, e afirmar aqui que acredito que para que uma pessoa seja feliz, é necessário ter pelo menos um pouco de loucura encerrada em si... E mesmo os sábios. E mais ainda que o termômetro dessa felicidade é justamente o grau de loucura que porventura tenha.
Descrever um louco feliz é fácil. Mas como todos querem que eu descreva um sábio feliz confesso que achei mais complicado falar... Mas tento:
Um sábio feliz é aquele de quem posso fazer uma comparação com um equilibrista... Ele será cada vez melhor quanto mais domine o equilíbrio entre os seus possíveis conflitos. E não oscilará na gangorra bipolar do humor, estando ora de um ora de outro lado formando assim um gráfico que oscile entre o céu e o inferno da felicidade. Mas se manterá num nível estável onde poderá sentir a alegria e a tristeza ao mesmo tempo, unindo estas duas, como se fosse um mediador que anda de mãos dadas entre uma e outra.
Um sábio feliz não ficará se lamentando se tenha cometido erros, por mais que os tenha. (Há um engano no pensamento de que os sábios não erram, mas os loucos é que sim). Ele (o sábio), no entanto se voltará no percurso sempre que os puder reparar, e/ou seguirá em frente ignorando os outros que não. Mas jamais esquecerá erros de uma forma irresponsável, mas seguirá o caminho elevado que com eles aprendeu.
A pessoa sábia só pode ser feliz se consegue seguir seu caminho com serenidade, porque sabe que está sujeita a todos os problemas que os outros também estão, mas não se desespera na possibilidade de não ter como resolvê-los. Pelo contrário, elevará sua cabeça acima deles e tentará olhar um pouco adiante e acima, vendo onde a maioria (dos não sábios) não pode ver. E mesmo estando nos mesmos lugares e passando pelas mesmas circunstâncias que outros, age e reage de forma diferenciada dentro de si e não fora, ainda que seus próprios conflitos tentem abalar suas estruturas...
Sabe que a sua felicidade não tem nada com os nomes dos argumentos ouvidos: dinheiro, amores, férias, religião, por exemplo... (Porque já viu quantos e tantos infelizes nesses supostos paraísos). Mas deliberadamente esquece que esses são motivos das maiores infelicidades declaradas ou não, e prefere estar no seu canto cada vez que um infeliz deseja mais e mais dessas coisas e depois vem se lamentar de que elas o atormentam...
O sábio feliz é como quem guarda um segredo inexplicável... Os outros felizes de momentos pensam que sabem, mas são loucos... May 28 MOVIMENTOMOVIMENTO
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